Quando olho para as nossas fotografias da época que você era um pequeno bebê plasmado em meus braços, ou mesmo de quando andava cambaleante em minha direção, inevitavelmente me coloco em contato com a fase de maior vulnerabilidade emocional que já vivi. Me lembro de como eu me sentia perdida e insegura; do desespero e aperto no peito que seu choro me traziam. Muitos medos e inseguranças vieram à tona de uma só vez. Na época eu nem sequer tinha condições de olhar para eles, menos ainda de entendê-los e classificá-los. Eu apenas os sentia embaralhados entre você e eu. Nem ao menos sabia distinguir o que era emoção e o que era você. Para mim era tudo a mesma coisa. Afinal, nisto eu estava certa. Anos mais tarde, depois de muita terapia e muita coragem de olhar para o que me assombrava eu descobri que éramos, de fato, um só corpo emocional co-existindo no cosmos e que se quisesse aliviar o teu choro, precisaria primeiro iluminar minha próprias sombras, integrar meu universo inconsciente do...