Relato do meu parto normal em Portugal
Antes de começar o meu relato vou apenas explicar algumas coisas para que o meu texto faça sentido. Primeiro que cheguei grávida de 6 meses em Portugal então após ser atendida no Centro de Saúde da região onde moro (em Portugal) já soube que o meu parto seria no Hospital Garcia de Orta em Almada. Segundo que o enfermeiro que me refiro algumas vezes trabalha na unidade de parto da maternidade desse hospital mas também oferece um curso de preparação para o parto fora do hospital o qual contratamos e foi sem dúvida o melhor investimento que fizemos. Além das aulas do curso ele nos deu toda a atenção desde a gestação até depois no nascimento do Bento.
O Bento nasceu de 40 semanas + 6 dias, ou seja, quase 41 semanas. Tudo estava perfeitamente saudável e tranquilo durante toda a minha gravidez porém, a partir da 39ª semana passei a ficar muito ansiosa (escrevi outro texto falando sobre essa fase) e essa foi a maior dificuldade que enfrentei por ter escolhido entrar em TP (trabalho de parto) naturalmente. Aqui em Portugal os hospitais esperam até as 41 semanas + 3 dias para induzir o parto com medicamentos (ocitocina sintética entre outros métodos) mas quem acompanhou de perto minha gestação sabe o quanto eu queria que acontecesse naturalmente então bateu um desesperinho nessa espera. Parei de ir na aula de hidrogravidas com 38 semanas pq tive medo da bolsa estourar na piscina e eu não perceber mas me sentia ainda muito bem e ativa então me mantive em movimento. Aqui em Portugal era inverno mas mesmo com o frio fazia caminhadas diárias pelo menos até ao mercado. Quando estava chovendo fazia alguma tarefa doméstica como passar o aspirador de pó na casa (apesar de que minha mãe estava aqui em casa e quase nunca deixava eu fazer nada rs), também fazia alguns agachamentos e além disso namorava todos os dias para ajudar a afinar o colo e a dilatação e olha que obtivemos desempenhos surpreendentes para um final de gestação.
Apesar do novo ânimo com a saída do tampão, a ansiedade continuava pois faltavam apenas 5 dias para a 41ª semana e eu precisava de mais sinais. Eu queria sentir logo as contrações com dores e ritmadas que anunciam o TP. No dia 20/01 tentei me desligar do celular da internet e de tudo o que me causava ainda mais ansiedade e saí para lanchar e caminhar na praia com os meus pais e o Edgard (foto ao lado). Essas foram as pessoas que mais me apoiaram e confortaram nessa fase tão apreensiva da minha vida porque fiquei bem pilhada com a minha própria ansiedade mais a de todos que não paravam de me perguntar sobre o nascimento do Bento. Nesse meio tempo também acabei encontrando no YouTube um método de hipnose para ajudar o TP (hypno birth) então eu colocava umas afirmações no fone de ouvido e escutava buscando relaxar e confiar na natureza e no meu próprio corpo e isso me ajudou muito.
Na segunda-feira (22/01/18) resolvi push harder na operação #vembento! Sempre lia que tomar chá de framboesa ajudava a acelerar e eu já estava tomando um chazinho de menta com canela desses de mercado mesmo, também colocava bastante canela na minha panqueca e na canjica que minha mãe fazia no intuito de afinar meu colo do útero. Enfim, neste dia acordei bem determinada! Chamei o meu pai pra ir ao mercado comigo a pé, fizemos compra e comprei um chazinho de framboesa na verdade só tinha de framboesa com maracujá e foi esse mesmo rs. Não satisfeita com a caminhada ao mercado queria fazer ainda mais esforço físico pra ver se entrava em TP, foi quando me lembrei de ter lido em algum relato de parto pela internet que lavar o banheiro poderia ajudar. A minha mãe já tinha lavado o meu banheiro mas deixou apenas a parte do box por fazer. Era a minha chance! Peguei água sanitária, esfregão e comecei o trabalho pesado! Agachava sem dó para limpar o piso e os cantos baixos, aproveitei que já estava lá no shower e tomei um bom banho quente, me troquei e fui preparar o meu milagroso chá de framboesa!
Isso foi as 17h30 e eu já estava sentindo umas contraçõezinhas de leve mas sem dor (as corriqueiras de Braxton pensei) mas no fundo acreditava que já era o Bentinho à caminho. Tomei o chá e comi alguma bolachinha e de repente me veio uma dorzinha de leve passando pela lombar (era como uma ondinha de calor) então me animei bastante com o novo sintoma! Mas ainda não queria compartilhar com o Edgard porque já estava cansada de dar falsos alarmes então resolvi esperar os extremos! Me recolhi pro meu quarto e me bateu uma caganeira nervosa! Sim! Era o segundo sinal! Mas segui calada. Fiquei mais de uma hora com contrações, essa dorzinha quente na lombar que passava para o baixo ventre, era bem aguda mas tolerável já que passava rapidamente e eu fui descobrindo os movimentos para aliviá-la.: ficava sentada com pernas de índio na privada (na qual já estava hehe) mexendo o quadril de um lado para o outro e quando estava fora do vaso me agachava e "quicava" várias vezes até passar a dor da contração. Já eram 18:30 aproximadamente e o Edgard me encontrou nessa situação interessante no banheiro hehe ele estava um pouco cético e um pouco animado (eu já tinha tido uma diarreia parecida com essa umas semanas atrás mas com as contrações agora era diferente) então ele começou a cronometrar as contrações que ficavam cada vez mais ritmadas e quando começou a sair muco com um pouco de sangue enviamos uma mensagem para o enfermeiro perguntando se era normal. Ele disse que sim e nos orientou a ir ao hospital assim que as contrações fossem de 3 em 3 minutos, até então eram de 5 em 5. Algumas horas depois a diarreia passou e logo veio a fome. O Edgard tinha feito um hambúrguer que eu havia recusado anteriormente por razões óbvias daí já imaginei que a noite seria longa e mandei pra dentro entre uma contração e outra! Estava uma delícia como tudo que o Edgard faz! Já eram quase 22h
Isso foi as 17h30 e eu já estava sentindo umas contraçõezinhas de leve mas sem dor (as corriqueiras de Braxton pensei) mas no fundo acreditava que já era o Bentinho à caminho. Tomei o chá e comi alguma bolachinha e de repente me veio uma dorzinha de leve passando pela lombar (era como uma ondinha de calor) então me animei bastante com o novo sintoma! Mas ainda não queria compartilhar com o Edgard porque já estava cansada de dar falsos alarmes então resolvi esperar os extremos! Me recolhi pro meu quarto e me bateu uma caganeira nervosa! Sim! Era o segundo sinal! Mas segui calada. Fiquei mais de uma hora com contrações, essa dorzinha quente na lombar que passava para o baixo ventre, era bem aguda mas tolerável já que passava rapidamente e eu fui descobrindo os movimentos para aliviá-la.: ficava sentada com pernas de índio na privada (na qual já estava hehe) mexendo o quadril de um lado para o outro e quando estava fora do vaso me agachava e "quicava" várias vezes até passar a dor da contração. Já eram 18:30 aproximadamente e o Edgard me encontrou nessa situação interessante no banheiro hehe ele estava um pouco cético e um pouco animado (eu já tinha tido uma diarreia parecida com essa umas semanas atrás mas com as contrações agora era diferente) então ele começou a cronometrar as contrações que ficavam cada vez mais ritmadas e quando começou a sair muco com um pouco de sangue enviamos uma mensagem para o enfermeiro perguntando se era normal. Ele disse que sim e nos orientou a ir ao hospital assim que as contrações fossem de 3 em 3 minutos, até então eram de 5 em 5. Algumas horas depois a diarreia passou e logo veio a fome. O Edgard tinha feito um hambúrguer que eu havia recusado anteriormente por razões óbvias daí já imaginei que a noite seria longa e mandei pra dentro entre uma contração e outra! Estava uma delícia como tudo que o Edgard faz! Já eram quase 22h
Neste período fui para o meu yoga mat e continuei com os exercícios de agachamentos repetidos combinados com as posições da vaca, gato e saudação ao sol da yoga e o Edgard massageando a minha lombar sempre que eu pedia, colocamos música, dançamos (durante as contrações). Manter-se em movimento nessa fase realmente alivia muito a dor . Fiquei mais 2 ou 3 horas nessa rotina (video abaixo).
Tentei dormir entre as contrações mas já estavam muito frequentes então não conseguia, além disso ia ao banheiro fazer xixi muitas vezes como já era a minha rotina de grávida nas últimas semanas. Já passava da meia noite e o próprio enfermeiro nos recomendou que fôssemos ao hospital. Infelizmente ele estava finalizando seu turno neste horário então me informou que não faria o parto do Bento =\
Tentei dormir entre as contrações mas já estavam muito frequentes então não conseguia, além disso ia ao banheiro fazer xixi muitas vezes como já era a minha rotina de grávida nas últimas semanas. Já passava da meia noite e o próprio enfermeiro nos recomendou que fôssemos ao hospital. Infelizmente ele estava finalizando seu turno neste horário então me informou que não faria o parto do Bento =\
Pegamos as malinhas da maternidade que eu já havia arrumado há mais de 3 semanas e partimos. A minha mãe e meu pai estavam em casa mas muito antes desse dia os convencemos de que não valeria a pena esperar no hospital pois poderia levar muitas horas e ao final eles concordaram mas a minha mãe ficou com o coração na mão (depois ela me contou que não dormiu nesta noite tadinha). Pedi ao Edgard que parasse o carro quase assim que saímos para que eu pudesse me agachar e aliviar a dor da contração, foi meio bizarro fazer isso na calçada com a porta do carro aberta mas já passava da meia noite então não tinha ninguém na rua, mas o Edgard me disse que não poderia fazer isso na auto pista então me concentrei ao máximo no áudio de hipnose que já estava ouvindo no celular pra aguentar a dor ali mesmo sentada. Chegamos ao hospital quase 1h da madrugada. Eu me mantive focada nos áudios ao passar pelo ambiente hostil hospitalar. Até no guichê de entrada deixei o Edgard responder tudo o que era possível para mim enquanto tentava me concentrar nas meditações que aliviavam a minha dor mas também me agachava e fazia meus exercícios sempre que necessário sem me importar com as outras pessoas na sala de espera. Depois passei por uma triagem sem o Edgard então tive que tirar o fone de ouvido. Duas enfermeiras me fizeram algumas perguntas e me levaram até uma médica que fez o toque, estava com 2 dedos de dilatação já era suficiente pra me internar. No entanto, tive de voltar a sala com as duas enfermeiras e responder ainda mais perguntas, nisso as dores das contrações ficaram ainda mais intensas! Então, respondia às perguntas ora de quatro no chão, ora agachada e quicando ou com as mãos apoiadas na mesa. Era uma pergunta mais irritante que a outra! E para piorar com com o português de Portugal então algumas vezes tinha que pedir pra repetir! E no meio disso tudo... tcharam...minha bolsa estourou e foi água escorrendo pela minha calça, tênis até formar uma poça no chão. Na verdade era um dos meus desejos que a minha bolsa se rompesse naturalmente, mas na hora por conta das circunstâncias do momento eu olhei pra elas e disse "eu tô f#d%d@!" Elas riram do meu desabafo e terminaram o questionário rapidamente para agilizar a minha internação. Em seguida me deram a roupa do hospital e pediram pra eu vestir na hora. Era aquela capinha horrorosa verde aberta nas costas e umas sapatilhas descartáveis de saco que calcei por cima dos meus pés ainda molhados com o líquido aminiótico que havia escorrido. Além de desconfortável pela dor que se acentuou, me senti nojenta. Por volta das 2h da madruga, na entrada do bloco de partos fui recebida por uma outra enfermeira muito sorridente e simpática que me mostrou o meu quarto. Era pequeno mas acolhedor apesar de ser num hospital. Havia uma cama de parto, um armário à frente mas o que mais me agradou foi a decoração com cores leves mas alegres, na parede havia uma flor cor de rosa grande estampada e acima da cama de parto um tecido preso ao teto para ajudar nos pushes. Além disso, tinha uma bola de pilates e uma poltrona meio desconfortável. Acho que só me lembro de todos esses detalhes porque visitei o hospital algumas semanas antes de entrar em TP. Nesse momento o Edgard havia ido ao carro para levar minhas roupas e buscar uma das malas que havia arrumado com a minha água de coco, carregadores de celular e a primeira roupinha do Bento. E eu já estava num outro estágio de contrações, nem conseguia reponder muito bem as perguntas que me faziam de tanta dor mas me lembro de cada detalhe. Lembro que a enfermeira me perguntou se eu iria querer a epidural e eu disse que sim sem hesitar! O enfermeiro do curso conseguiu me convencer de que se trata de uma analgesia e não anestesia e que não passaria para o bebê. Eu fiquei tentando encontrar formas de aliviar as dores mas tudo era muito desconfortável nessa altura! Tentei a bola de pilates mas minha dor era tanta que não consegui relaxar! Acho que também porque não usei a bola em nenhum momento da gestação por isso me faltou intimidade com ela! Então resolvi pedir pra enfermeira alguma coisa pra colocar no chão para eu continuar meus movimentos de yoga que estavam funcionando em casa. Ela conseguiu um cobertor mas o quarto era muito pequeno e estreito e eu não tinha forças para mover a poltrona ou a mesa então joguei entre a mesa de parto e a cama e caí de joelhos em cima do cobertor mas não foi nada confortável também. Eu não via a hora do Edgard voltar pra me fazer as massagens na lombar e ele chegou! Mas ao final descobri que nem as massagens estavam mais adiantando e eu não via a hora de tomar a epidural! A enfermeira nos trouxe os termos da epidural pra assinar (não me lembro se foi eu ou o Edgard quem assinou) só sei que assim que o médico anestesista chegou para aplicá-la o Edgard teve que sair. Esqueci de falar que também podíamos ouvir nossa própria play list em nosso quarto e eu havia feito uma bem especial mas, por ironia do destino, assim que o médico entrou pra aplicar a epidural começou a tocar "a flauta envolvente que mexe com a gente" do Mc Fiote...eu coloquei essa música entre tantas outras mais apropriadas porque o Bento havia se mexido na minha barriga com ela algumas vezes e também porque gosto mesmo #prontofalei mas naquele momento eu que já estava morrendo de dor morri de raiva porque o clima não era pra isso, o Edgard não estava lá pra mudar a música e o médico me passando as instruções do tipo "vc não pode se mexer, qualquer movimento pode ser fatal" e de fundo "vai mexe o bumbum tamtam" kkk
O Edgard saiu e deixou o cel ligado gravando time lapse por isso temos o registro abaixo mas o vídeo ficou assim de lado por alguma razão:
O Edgard saiu e deixou o cel ligado gravando time lapse por isso temos o registro abaixo mas o vídeo ficou assim de lado por alguma razão:
Mas deu tudo certo! Fui sentindo a dor aliviar aos poucos, já passavam das 4:00 am e eu já estava muito cansada então resolvi deitar e dormir um pouco, quando já ia pegar no sono as dores voltaram e me deu uma vontade danada de fazer xixi mas qualquer movimento que fazia doía muito mesmo! Dessa vez já não se tratava mais das dores das contrações, era uma dor e um incômodo muito grande entre minha pélvis. De certo o Bentinho havia se encaixado de vez! Mas resumindo, eu não queria nem pensar em descer da mesa de parto pra ir ao banheiro então contei pra enfermeira e ela providenciou uma comadre mas eu não conseguia urinar de jeito nenhum e eu já sabia que era efeito da epidural. Passaram horas assim comigo deitada na cama gemendo de dores a cada contração, com a vontade mas sem conseguir urinar e a sensação de bola de boliche entre a pélvis, não dormi nada a noite toda e até a cama era muito desconfortável. Algum horário entre as 8 e as 9 da manhã a enfermeira simpática veio me dizer que seu turno havia acabado e que infelizmente não traria o meu filho ao mundo mas me orientou a sair da cama e continuar ativa como eu estava assim que cheguei pois ajudaria a minha dilatação que era de 7 dedos neste momento. Então tirei forças não sei de onde e desci da cama com a ajuda do Edgard mas senti uma dor imensa entre as pernas, passei a dar passos bem cautelosos para não causar estes impactos que acentuavam a dor. Andava como os de um cowboy ou o Caderudo bem lentamente e das minhas pernas começou a escorrer sangue do último toque que havia sido feito. Então, dessa vez, só pude apoiar minhas mãos na mesa de partos e alongar as minhas costas. Mas foi só eu me levantar e movimentar esse pouco que me bateu uma vontade horrível de fazer cocô. Eu estava toda agoniada já que nem fazer xixi eu conseguia. Pedi ao Edgard que avisasse as enfermeiras e ele foi mas elas estavam trocando de turno então não deram muita atenção e pediram pra esperar. Daí a vontade de fazer cocô aumentou exponencialmente e foi quando eu disse em voz alta e em tom irritado: "preciso cagar! Vou ao banheiro!" foi aí que duas enfermeiras entraram correndo e me disseram que esse cocô era na verdade o meu filho querendo sair e que não era pra eu sair do quarto. Elas entraram rapidamente, pediram pra eu me deitar que começaríamos os pushes (o expulsivo) achei um pouco estranho que o meu último toque tinha indicado 7 dedos quando pensava que precisaria de 10 pra iniciar. Mas enfim, se a vontade de cagar define o início do período expulsivo a minha era enorme naquele momento e eu realmente precisava de colocar algo para fora, mas é impressionante como a sensação é exatamente a mesma de fazer cocô, bem como a força que deve ser feita e assim fui instruída a começar. Ah sim, neste momento pedi para que o fizesse sentada num banco próprio para parir que o hospital possui, queria muito parir de cócoras ou sentada pois são posições que colaboram com a descida do bebê mas meu pedido foi negado instantaneamente para a minha surpresa. A enfermeira disse que a posição do meu bebê não era favorável para este tipo de partos. Meu bebê estava de cabeça para baixo e olhando para o lado esquerdo do meu bumbum! Era uma posição muito boa pelo que eu havia pesquisado então não acreditei nela mas preferi não insistir nisso pois tudo o que queria naquele momento era conhecer o meu filho!Além disso, se ela estava se recusando poderia ser porque ela não tivesse domínio para trabalhar numa posição diferente. Então, me mantive deitada na mesa de partos, eles colocaram uma capa de plástico em volta das minhas pernas e aquilo esquentou muito e me fez transpirar então pedi para tirar mas ela disse que não poderia mas eu dei um jeito de escapar daquilo mais tarde. Tudo pronto então ela me pediu que começasse a fazer a força de fazer cocô junto com a próxima contração e lá fui eu! De um modo geral, percebi que ela me parabenizava quando eu conseguia fazer uma força contínua, aproveitando ao máximo a mesma respiração do ar, cada vez que eu fazia um push curto com pouco ar e cansada percebia que não ajudava o Bentinho descer pelo canal. Então usei toda a minha força e à descida evolui rapidamente! Nos primeiros 10 min elas já viram a cabeça dele e isso me motivou muito! Então continuei a usar todas as minhas forças! Usei o tecido que ficava suspenso acima de mim para ajudar a fazer força e por vezes a força era tanta que me suspendia no tecido levantando todo o meu quadril como nos exercícios de pilates e yoga e o Bento progrediu ainda mais! Elas me disseram que ele era cabeludo e chamaram o Edgard pra ver. Isso me surpreendeu e me motivou mas já tinham passado mais de 20 min e por mais que eu tenha me esforçado para focar na respiração eu fiquei bem esgotada e sem ar além disso as minhas contrações já estavam muito fracas com meu filho quase na porta de saída! A enfermeira então foi até o armário e pegou uma ampolinha e eu estava tão cansada que nem me liguei mas o Edgard me avisou: -ela vai colocar a oxitocina sintética. Então me veio uma pulga atrás da orelha: Será que devo deixá-la aplicar uma vez que a descida está evoluindo tão bem naturalmente?
Não era o momento de causar polêmicas mas disse a ela que não gostaria que ela aplicasse oxitocina sintética então, as enfermeiras me disseram para esperar a próxima contração e fazer a força mas percebi que deixei uma delas nitidamente contrariada fora que a contração não vinha e eu via a cara de todo mundo impaciente na sala daí eu fazia força por conta própria até ficar completamente esgotada, depois de 5 minutos nessa situação ela apelou dizendo que precisaria aplicar a oxitocina pois meu bebê já estava em sofrimento fetal. Realmente depois que ela aplicou o Bento escorregou rapidinho, ou seja, o meu expulsivo durou 30 minutos sendo 20 e poucos natural e uns 5 ou 7 min depois da aplicação da oxitocina. E assim, às 10h07 da manhã do dia 23/01/18, o meu filho nasceu! Medindo 52 cm e pesando 3,840 kg e com Apgar nota 10! Daí me pergunto: Como um bebê que está em sofrimento fetal nasce Apgar nota 10? A minha reflexão dessa situação é: eu não deveria esperar um parto no modelo natureba dentro de um hospital onde apesar da atenção e humanização a fila anda e as medicalizações ajudam um bocado!
Mas enfim, movida pela adrenalina, oxitocina entre outros hormônios agradeci a toda a equipe que apesar desses pequenos desentendimentos me deu toda a atenção e carinho inclusive no bloco de pós-parto da maternidade. Também agradeci pelo meu filhote que nasceu lindo, muito saudável e reconheceu a minha voz desde a primeira vez em meus braços! Meu baby Bento nota 10 em tudo!
Não era o momento de causar polêmicas mas disse a ela que não gostaria que ela aplicasse oxitocina sintética então, as enfermeiras me disseram para esperar a próxima contração e fazer a força mas percebi que deixei uma delas nitidamente contrariada fora que a contração não vinha e eu via a cara de todo mundo impaciente na sala daí eu fazia força por conta própria até ficar completamente esgotada, depois de 5 minutos nessa situação ela apelou dizendo que precisaria aplicar a oxitocina pois meu bebê já estava em sofrimento fetal. Realmente depois que ela aplicou o Bento escorregou rapidinho, ou seja, o meu expulsivo durou 30 minutos sendo 20 e poucos natural e uns 5 ou 7 min depois da aplicação da oxitocina. E assim, às 10h07 da manhã do dia 23/01/18, o meu filho nasceu! Medindo 52 cm e pesando 3,840 kg e com Apgar nota 10! Daí me pergunto: Como um bebê que está em sofrimento fetal nasce Apgar nota 10? A minha reflexão dessa situação é: eu não deveria esperar um parto no modelo natureba dentro de um hospital onde apesar da atenção e humanização a fila anda e as medicalizações ajudam um bocado!
Mas enfim, movida pela adrenalina, oxitocina entre outros hormônios agradeci a toda a equipe que apesar desses pequenos desentendimentos me deu toda a atenção e carinho inclusive no bloco de pós-parto da maternidade. Também agradeci pelo meu filhote que nasceu lindo, muito saudável e reconheceu a minha voz desde a primeira vez em meus braços! Meu baby Bento nota 10 em tudo!
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